sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Vilela, o vilão corrupto

Boa noite. É um prazer enorme regressar ao blog, que continua ao que parece na crista da onda. Sem visualizações adicionais nem comentários, o que coloca este espaço cibernáutico no patamar dos blogs mais respeitados e frequentados desta zona da cidade. Talvez será também o único. Este pequeno segmento textual não foi projectado numa aula de Direito Administrativo, posso assegurar...

 Aos 19 anos de idade, Vilela tinha mentalidade correspondente a uma pessoa de 18 anos. Este facto iria determinar todo o seu percurso biográfico. Tornara-o uma pessoa frívola e, de certa forma, egoísta. Sem mais demoras, tentou reverter este processo, mas nada poderia deter o que viria... Passados 34 meses, o pequeno rapaz conseguira arranjar diversos e distintos empregos. Fora cozinheiro de lulas, cozinheiro de sapateiras e até fora um cozinheiro com competências gerais. Mas onde florescera enquanto ser humano fora num trabalho a meio tempo, um trabalho em que vendia bilhetes consignados a concertos do Tony Carreira no pavilhão Atlântico. Rapidamente perdera o emprego, pois os objectivo deste emprego/carreira era vender mais bilhetes do que lugares existentes. Vilela ficara abalado. Abalado de vez.
 Mas o tempo passou, e com ele os dias tornaram-se meses. E os meses em conjunto de dias. O rapaz sobrevivera aos últimos impactos emocionais e demonstrara uma capacidade única de.. Sim, era um talento único, de facto. Apenas não sabia o que esse talento era ou o que envolvia... E, deste modo, iniciou-se na carreira do crime corrupto. Furtava peixe das bancas do mercado e trocava-os por fruta. Em três dias, conseguira sabotar os mercados principais da zona centro... Os vendedores de peixe já não sabiam como lidar com estes acontecimentos. Como teriam chegado as beterrabas às suas bancas? Que mal teriam feito? Como tinham chegado àquele estado degradante de má vida? A maior corrupção de Vilela fora corromper a vida de inocentes...

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